Tudo sobre o SURF!

Atualmente no Brasil o Surf está em alta, principalmente após a conquista do título mundial de Gabriel Medina no ano passado e o Panda Largo explica pra você tudo sobre o mundo do Surf: Origem – Equipamentos – Manobras – Competição – Curiosidades e muito mais…

Origem do Surf

A prática de deslizar sobre as ondas há muito tempo já era conhecida pelos povos polinésios mas também disputa sua origem com povos peruanos.

Este esporte é considerado como radical principalmente pela dificuldade dos movimentos que são executados pelos surfistas em cima de suas pranchas de surf. É praticado normalmente nos oceanos, porém também pode-se encontrar ondas em lagos, rios e piscinas de onda.

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 Equipamentos

Poucos momentos são tão determinantes na vida de um surfista quanto a escolha de sua primeira prancha. É nesse momento que o surfista decide qual será sua ferramenta de expressão nas ondas, ou seja, a escolha do material é um detalhe fundamental.

Hoje as possibilidades de escolha são muitas, do surf radical de competição ao estilo clássico do longboard, passando pelo stand-up- paddle e o tow-in. Seja qual for o perfil, um surfista iniciante deve começar a surfar apenas em busca de entretenimento, para só depois levar a atividade mais a sério.

Alguns dos principais equipamentos necessários para a prática do surf são:

  • Prancha: Sem ela, não há como surfar, aliás há alguns surfistas que dão mais importância a sua prancha do que a própria namorada, por exemplo. É o que liga o surfista à água. Elas são geralmente feitas de poliuretano e podem variar quanto ao tamanho.

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  • Leash: É a corda que une o surfista à prancha. Geralmente é presa no calcanhar do indivíduo, a fim de evitar que ele perca a prancha ou que ele tenha dificuldades para subir nela novamente em caso de queda.

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  • Parafina: É o material usado para garantir a adesão das solas do pé do surfista na prancha, evitando, assim, deslizes e quedas.

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Roupa de Borracha: Tá, eu sei que há locais espalhados pelo mundo que nem faz frio e este equipamento não se faz necessário, mas a maioria das principais ondas do mundo tem sim seus períodos de friaca, para estes casos a roupa de borracha (wetsuit) é indispensável, nenhum surfista de verdade deixa de surfar porque está frio.

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Após decidir os equipamentos adequados é hora de entrar na água.

Manobras

O surf acima de tudo, é um estilo/filosofia de vida, uma maneira de estar, de sentir, de proporcionar adrenalina, desafio, prazer e satisfação. Porém como qualquer modalidade desportiva exige um trabalho físico sério e continuo por parte do surfista, cujo resultado é o grau de dificuldade nas manobras que o mesmo realiza. Falaremos um pouco de algumas das principais manobras, como a rasgada, batida, aéreo, cut back, tubo, entre outras:

Tubo:

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O tubo é para a maioria dos surfistas a melhor manobra que uma onda pode proporcionar. Nesta manobra o surfista entrar em total harmonia com a natureza, é o momento onde o surfista se posiciona na onda para quando o lip “quebrar” ele esteja bem no meio do “tubo” que se forma pelo movimento que a onda naturalmente e consiga sair da onda antes que a mesma feche completamente. Em algumas praias como Pipeline no Hawaii, o tubo tende a ser o local mais “seguro”, inspirador e que fascina os surfistas, chamado por muitos como “momento mágico”.

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Rasgada:

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Na rasgada o surfista tem que jogar a rabeta (parte traseira da prancha) para frente e vira o corpo para a onda, forçando o pé de trás para “espirrar” o máximo de água possível.

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Cut Back:

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Para executar esta manobra o surfista deve depois de descer a onda, realizar a cavada em sua base vai na direção contrária, batendo ou não em sua crista e depois retornando na direção inicial, formando um “S”. Esta manobra tanto pode ser realizada em back side (quando o surfista está de costas para a parede da onda) ou front side (quando o surfista está de frente para a parede).

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Batida:

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Manobra onde o surfista, depois de realizar uma cavada na base da onda, sobe sua parede e bate com a parte de baixo de sua prancha contra a crista (lip), retornando em seguida ao seu percurso. Esta manobra tanto pode ser realizada no lip como na junção das espumas numa onda que quebra para os dois lados.

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Floater:

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Manobra em que o surfista após realizar uma cavada na base da onda vai até a crista e passa por cima dela, quase flutuando, retornando em seguida para s sua base. Esta manobra pode ser realizada estando o surfista de back side de costas para a parede da onda – ou de front side – de frente para a parede.

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Aéreo:

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O aéreo nada mais é que um voo sobre a onda. Para que o surfista consiga tirar a prancha da água por completo é necessário que o surfista impulsione para fora da onda, podendo utilizar uma, duas ou nenhuma das mãos. Há algumas variações nos aéreos, podendo ser mais acrobáticos, como o rodeo clown – um looping fora da água inventado pelo 11x campeão mundial, Kelly Slater. Ou ainda o backflip executado por pouquíssimos surfistas no mundo, feito este realizado pelo atual campeão mundial, Gabriel Medina.

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Competição – Circuito Mundial de surf – WSL (World Surf League)

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O surfe profissional começa uma nova era em 2015. Nesta temporada, a modalidade deixa de ser gerenciada pela antiga Associação de Surfistas Profissionais (ASP), que comandava desde 1983, e passa a ser responsabilidade da Liga de Surfe Mundial (WSL). Apesar de serem alterados a nomenclatura e o logo da entidade máxima do esporte, na prática, as mudanças não farão muita diferença.

Essa mudança foi feita basicamente por uma questão de marketing, “A única diferença que existe do ano passado para esse é que temos um campeão brasileiro”, brinca Renato Hickel –  Diretor das provas masculinas da WSL, se referindo ao título mundial conquistado por Gabriel Medina em 2014.

A WSL – World Surf League nada mais é que a primeira divisão do circuito mundial de surf, onde competem os melhores surfistas do mundo em 11 etapas durante todo o ano.

Os atuais campeões são: Gabriel Medina (BRA) – Masculino e Stephanie Gilmore (AUS) – Feminino.

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CONHEÇA QUAIS SÃO AS 11 ETAPAS DO CIRCUITO MUNDIAL DE SURFE
Nome Data Local Vencedor em 2014
Quiksilver Pro Gold Coast 28/2 a 11/3 Austrália Gabriel Medina (BRA)
Rip Curl Pro Bells Beach 1º a 12/4 Austrália Mick Fanning (AUS)
Drug Aware Margaret River Pro 15 a 26/4 Austrália Michel Bourez (FRA)
Rio Pro 11 a 22/5 Brasil Michel Bourez (FRA)
Fiji Pro 7 a 19/6 Fiji Gabriel Medina (BRA)
J-Bay Open 8 a 19/7 África do Sul Mick Fanning (AUS)
Billabong Pro Teahupoo 14 a 25/8 Taiti Gabriel Medina (BRA)
Hurley Pro Trestles 9 a 20/9 Estados Unidos Jordy Smith (AFS)
Quiksilver Pro France 6 a 17/10 França John John Florence (HAW)
Moche Rip Curl Pro Portugal 20 a 31/10 Portugal Mick Fanning (AUS)
Billabong Pipe Masters 8 a 20/12 Havaí Julian Wilson (AUS)

SISTEMA DE PONTUAÇÃO NA TEMPORADA
A pontuação geral dos surfistas ao fim da temporada leva em conta nove dos 11 melhores resultados pessoais no ano. Ou seja, cada atleta descartará suas duas piores etapas na corrida pelo título.

SISTEMA DE PONTUAÇÃO EM CADA ETAPA
1º colocado (campeão) – 10.000 pontos
2º colocado (vice-campeão) – 8.000
3º colocado (eliminado nas semifinais) – 6.500
5º colocado (eliminado nas quartas de final) – 5.200
9º colocado (eliminado na 5ª fase) – 4.000
13º colocado (eliminado na 3ª fase) – 1.750
25º colocado (eliminado na 2ª fase) – 500
O atleta também soma 500 pontos quando não compete em uma etapa por causa de uma lesão.

FORMATO DE DISPUTA DAS ETAPAS
Cada etapa da WSL reúne 36 surfistas no total: 34 que competem regularmente no circuito, mais dois surfistas que entram via convite ou por meio de uma classificatória prévia.

1ª rodada: os 36 surfistas são divididos em 12 baterias, com três atletas em cada uma delas. Os vencedores das 12 sessões avançam diretamente para a terceira rodada. Quem fica em segundo e terceiro lugares vão para a repescagem.

2ª rodada (repescagem 1): reúne aqueles que não venceram suas baterias na primeira fase. São 12 sessões, com dois surfistas em cada uma delas. Quem vence vai para a terceira rodada. Quem perde, é eliminado do campeonato.

3ª rodada: o formato é o mesmo da segunda rodada, com 12 baterias com dois surfistas cada. Os vencedores passam para a quarta rodada. Os perdedores são eliminados do campeonato.

4ª rodada: os 12 surfistas restantes são distribuídos em quatro baterias, com três atletas cada. Os vencedores passam diretamente para as quartas de final. Os classificados em segundo e terceiro lugares terão de ir para a segunda repescagem da competição.

5ª rodada (repescagem 2): disputada em quatro baterias, com dois surfistas cada. Os vencedores vão para as quartas de final. Os perdedores são eliminados.

Quartas de final: disputadas por dois surfistas, com dois atletas cada. Os vencedores avançam às semifinais.

Semifinais: duas baterias, com dois atletas cada. Quem leva a melhor passa para a decisão.

Final: reúne os dois melhores surfistas do torneio. O vencedor leva a taça de campeão e 10.000 pontos no ranking mundial. O vice fica com 8.000 pontos.

COMO A PONTUAÇÃO É COMPUTADA NAS BATERIAS
Os surfistas podem pegar quantas ondas quiserem em uma bateria. Mas para a soma de pontos, apenas as duas melhores são consideradas. A pontuação de cada onda vai de 0 a 10. Com isso, o máximo de pontos que um atleta pode atingir em uma sessão é 20.
Fonte: www.lancenet.com.br

Braziliam Storm

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Braziliam Storm – Traduzindo para o português significa “Tempestade Brasileira” – E é assim que é conhecida a nova geração brasileira de surf.

Composta pelos surfistas: Gabriel Medina, Adriano de Souza (Mineirinho), Filipe Toledo, Jadson André, Miguel Pupo, Ítalo Ferreira, Wiggolly Dantas e Alejo Muniz. Esses são os nomes que estão impressionando com a evolução, dedicação e principalmente pelo surf que estão apresentando contra os melhores do mundo.

A garotada não só ganhou o respeito e admiração de todo o mundo do surf, como também vem mostrando expressivos resultados, como o inédito título mundial para o Brasil, conquistado por Gabriel Medina no ano passado e hoje o atual líder do circuito mundial (WSL) é o Filipe Toledo.

??????????????Na foto acima Gabriel Medina levanta a taça de campeão mundial de Surf de 2014 e na foto abaixo Filipe Toledo comemora o título da primeira etapa do circuito mundial de 2015, realizada em Bells Beach – Austrália.
Filipe Toledo

Agora você já sabe o suficiente sobre o mundo do SURF!

Acompanhe o WSL – World Surf League e torça para seus surfistas favoritos. Acesse www.worldsurfleague.com

 

 

Gênio, bilionário, playboy, filantropo.

Junior Ledra

Gênio, bilionário, playboy, filantropo.

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